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Fundamentos

Leilão de imóveis: o que é, como funciona e como analisar

Leilão de imóveis é a venda pública de um bem para pagar uma dívida. Pode nascer de um processo judicial ou da execução de uma alienação fiduciária. Quem entende as regras compra com deságio; quem não entende compra um problema.

Judicial ou extrajudicial

No leilão judicial o imóvel foi penhorado num processo e é vendido por ordem do juiz, seguindo o Código de Processo Civil. No extrajudicial, o devedor deixou de pagar um financiamento com alienação fiduciária e o banco leva o bem a leilão pela Lei 9.514/97, sem processo.

As regras de praça, deságio, prazos de pagamento e desocupação mudam entre um e outro. Por isso a plataforma marca o tipo de leilão em cada lote e ajusta a régua de prazos de acordo.

Praças, lance mínimo e deságio

Um leilão judicial costuma ter duas praças. Na 1ª, o lance mínimo é o valor da avaliação. Na 2ª, pode cair até o limite fixado pelo juiz, geralmente 50% da avaliação. É nessa segunda data que aparecem os maiores deságios, e é ela que a régua conta de forma visível.

O que analisar antes de dar o lance

Edital, matrícula e certidões. Intimação correta dos devedores, penhoras anteriores, débitos de IPTU e condomínio e situação de ocupação. Cada um desses pontos muda o preço real do imóvel. A due diligence é o que separa o deságio de papel do deságio de verdade.

Perguntas frequentes

Quem pode participar de um leilão de imóveis?
Qualquer pessoa física ou jurídica capaz, com cadastro no site do leiloeiro. Algumas restrições valem para partes do processo, como o próprio devedor.
Imóvel de leilão sai com dívidas?
No leilão judicial, débitos de IPTU e condomínio anteriores costumam sub-rogar no preço, conforme o art. 908 do CPC, mas o edital define os detalhes. No extrajudicial, a regra vem do edital do banco.
Como encontrar leilões de imóveis na minha cidade?
O garimpo da SZ Patrimonial filtra o catálogo nacional por estado, cidade e comarca, com deságio e praças calculados para cada lote.